... bird in the last days of spring ...

Faça o bem sem olhar a quem. Ao menos enquanto (e o quanto) for possível.

"Can't we find
The minds that made us strong
Can't we learn
To feel what's right and wrong"



É isso. Tô pronta.
Boa pra tudo. Tudo de novo.

Minha mãe sempre diz que é incrível minha capacidade de mudança e renovação após ser dolosamente machucada.
Penso ser pretensioso demais acreditar nisso mas, depois deste último balanço, sou obrigada a concordar. No limite da minha modéstia, mas concordo.

Por ser bem esquentadinha, é difícil algo me machucar.
Certas coisas me irritam facilmente, isso sim. Mas pra machucar tem que ser punk.
Geralmente resolvo alí na hora. E assunto encerrado.
Dói, mesmo, quando eu percebo que a pessoa tá cozinhando na maldade.
Pior quando percebo que dou crédito pra quem não é do bem.

Buda já ensinou:  "Um amigo falso e maldoso é mais temível que um animal selvagem; o animal pode ferir seu corpo, mas um falso amigo irá ferir sua alma."

Com esta última eu aprendi o que é compaixão.
Sim. Porque uma coisa é dizer que sente. Outra coisa é sentir.
Quando eu disse que sentia dó, veio uma sábia amiga, com quem me identifico e aprendo muito: "Compaixão, cat. Essa é a saída!"
E, de fato: compaixão.

Como descobri a compaixão?
Bem, sabe aquele tipo da 5ª série que sonhava em ser popular, como nos filmes norte americanos?
Pois ela cresceu (e continua tendo atitudes de adolescente).
E virou uma daquelas pessoas que, de tão inseguras, não se limitam em contar vantagem. Na verdade estas pessoas vão além e precisam diminuir o outro pra se enganar e pensar que está brilhando.
Daquelas que não se limitam a ficar apontando o defeito dos outros. Na verdade, perdem o tempo dos outros >>só<< fazendo chacota.
Daquelas que não se limitam em só mostrar o lado dela, defender o dela e o resto que se manifeste. Na verdade, impõe seu interesse e acha bem ruim, chegando a bater de frente quando os outros manifestam os interesses deles.
Daquelas que não se limitam a dar algo de presente com intuito único de comprar o amor das pessoas. Na verdade, pensam que esta 'compra' garante os tickets "faça o outro de idiota" ou "tire vantagem do ''''''amigo'''''' ".

Eu não sei se o propósito é montar uma fortaleza ou se o amor é pouco. Só sei que isto fere.
( Caberia aqui mais uma citação ao Rush... =] )

Enfim, após duas dúzias de dias em que fui caladamente magoada, muita ficha caiu. Verdade seja dita: precisei levar um empurrão (!) pra perceber que o lance era sério e não podia ser ignorado.

Como das outras vezes, apareceu a decepção, que por uns dias andou de mãos dadas com a raiva. Depois, abandonou a amiga e ficou sozinha para se transformar em mágoa.
E a mágoa me machuca.

Nos dias que se passaram, eu senti pena pois ninguém quer alguém assim por perto.
Este é o tipo que não tem amigos, pois estes vão se ultrajando com a subestimação.
Vai faltar trabalho, pois a equipe não confiará em seus atos.
Vai faltar um companheiro (ou mesmo um sexo casual), pois ninguém curte ser subjugado sempre.
Até chegar uma hora em que faltarão também os colegas, pois ninguém aguenta um assunto só: o que quer estar no pedestal.

Mas, mais do que isso, percebi que não quero isso pra ninguém.
E transmutei o que sentia quando vi que as bad things já estavam rolando: os amores, o trabalho, os amigos... Tudo se esvaindo...

Sobrou que eu quero que a pessoa abra os olhos para entender o que é companheirismo, que entenda que egoísmo, inveja e pouco caso nunca foram moda.
Quero que seja supreendida por 'estar se amando'.
Quando isto acontecer, e eu boto fé que sim, vai perceber que a 'beleza' vem de dentro, vai se deliciar com a vitória de outro, e vai perceber que isto (sim!) é o verdadeiro amor.

EU SOU bem precavida e vou evitar a fadiga.

E é por isso que hoje os créditos não serão para minha mãe, que me conhece muito bem e merecia um troféu por esta incrível habilidade, muito menos meus.
Hoje os créditos vão para aqueles que me deram motivos para que eu me fechasse no ninho por um tempo, porque hoje eu sei (e agora sem modéstia) que vou voar muito mais leve por aí...


NP: A Farewell To Kings - Rush